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COVID-19: a eficácia e segurança das quatro vacinas aplicadas no Brasil

Há necessidade de dose de reforço para as pessoas que já receberam vacinação completa para COVID-19?

As variantes de preocupação Alpha, Beta, Gamma e Delta impactam a efetividade das vacinas?

O Comitê Extraordinário de Monitoramento Covid-19 da Associação Médica Brasileira, CEM COVID_AMB informa que não existem dados apontando para a necessidade de revacinação no atual cenário Brasil.

É essencial ainda que todos os cidadãos saibam que as quatro vacinas disponíveis no País, a saber Sinovac, AstraZeneca/Oxford, Pfizer/BioNTech e Janssen/J&J, apresentaram excelente resultado preliminar.

Comprovaram elevada eficácia para evitar as formas graves da COVID-19 (associadas a hospitalização) e óbito nas pesquisas clínicas fase 3, quando o risco da ocorrência destes desfechos da doença entre voluntários vacinados é comparado ao risco observado no grupo controle.

Tal proteção é denominada eficácia vacinal e tais resultados preliminares são obtidos ao se acompanhar os voluntários participantes de estudos por tempo relativamente curto, de dois a seis meses até que os primeiros dados sejam avaliados. Populações especiais, tais como gestantes, pacientes com câncer, imunodeprimidos não participam ou participam em número reduzido destas pesquisas.

Demonstradas a “eficácia e segurança” na fase 3, as vacinas passaram a ser aplicadas em milhões de pessoas de diversos países e os resultados de sua proteção no “mundo real”, ao que se denomina “efetividade vacinal”, estão sendo publicados em semanas e meses recentes.

De modo geral, os dados atualmente disponíveis demonstram que as quatro vacinas apresentam “efetividade” para evitar COVID-19 grave e óbito entre 80 e 95%, resultado muito bom para proteção das pessoas, diminuindo a sobrecarga ao sistema de saúde público e privado.

Alguns estudos se iniciaram recentemente para avaliar a duração do efeito protetor de diferentes plataformas de vacinas e a necessidade de uma terceira dose (reforço), após determinados espaços de tempo; trata-se exclusivamente de temática em análise.

Sabe-se que certas condições clínicas, tais como senilidade, imunodeficiências, receptores de transplantes, doença renal crônica, linfopenia, tratamento com drogas imunossupressoras e/ou altas doses de corticoides, câncer e seu tratamento implicam em menor efetividade de todas as vacinas, não somente as para COVID-19.

Apenas a vacinação em massa e de forma célere, associada à manutenção das medidas não farmacológicas, permitirá que possamos voltar, o mais breve possível, para um cenário próximo à vida pré-pandemia. Por isso, é indispensável que todo cidadão receba sua vacina, independentemente de qual das quatro atualmente disponíveis, assim que for chamado para ser imunizado.

Neste momento, a prioridade deve ser para que a maioria dos brasileiros receba a vacinação completa (2 doses da Pfizer/BioNTech, AstraZeneca/Oxford e Sinovac ou dose única da Janssen/J&J). Enquanto a vacinação completa da maioria da população alvo não acontece, a vacinação de reforço (terceira dose) de apenas alguns brasileiros não é recomendada, até porque vários estudos seguem em andamento para elucidar esta pergunta, que nesse momento ainda não têm resposta. Assim que surgirem tais respostas, o CEM-COVID atualizará esse informe.

São Paulo, 12 de julho de 2021